O Scrum pode ser definido como um método ágil, como um framework voltado para dinamizar o processo de desenvolvimento e entrega de produtos de maneira incremental e iterativa. Não entendeu nada? Calma! Aqui neste texto você irá entender, por meio de uma linguagem simples, o que é o Scrum e como ele funciona dentro das organizações.

O Scrum

O Scrum é um método voltado para o desenvolvimento e criação de produtos complexos. Muitos estudiosos e pessoas que lidam com o Scrum, no entanto, preferem não chamá-lo de método, mas sim de framework.

Mas afinal, o que é um framework? Um framework é uma estrutura que se mantém pela coesão de seus próprios elementos. É uma espécie de moldura que delimita uma série de procedimentos interligados, que possuem uma dinâmica própria, que formam um “corpo”. Um framework, então, é uma forma de agir dentro de determinados parâmetros.

O Scrum é sim um conjunto de regras, mas um conjunto de regras voltadas para um jogo que está em constante mudança. Logo, uma das principais características do Scrum é a sua alta maleabilidade e adaptabilidade. 

Surgido no final da década de 1980 e com aplicação prática a partir da década de 1990, o Scrum busca dinamizar o processo de produção de produtos complexos. Inserido num movimento maior, fruto da crescente indústria de desenvolvimento de softwares, o Scrum é um dos frameworks do mindset Agile.

Não entraremos aqui em detalhes sobre o Agile, mas de forma rápida podemos dizer que ele é um conjunto de premissas e princípios. É um norte conceitual (mindset) que orienta diversos frameworks, como o Scrum, por exemplo. Para conhecer um pouco mais sobre o Agile, clique aqui.

Como funciona o Scrum

Como trouxemos, o Scrum é um framework desenvolvido no final dos anos 1980 voltado para o desenvolvimento de softwares.

Atualmente, no entanto, ele já é adotado por diversas equipes, empresas ou organizações que nada têm a ver com o desenvolvimento de softwares.

O Scrum nasce para tornar o desenvolvimento de projetos mais eficiente e adaptável, com foco na entrega do produto e não na burocracia do processo. Seu objetivo é fazer com que as pessoas trabalhem sempre com foco na melhoria contínua, de forma incremental e iterativa.

Vamos à tradução:

Incremental – de forma a incrementar o produto, ou seja, a cada dia entregar algo novo, uma parte do produto, que somado gerará o produto final.

Iterativa – é fazer as coisas de maneira iterada, ou seja, repetir determinadas ações de forma a nunca ficar parado.

Para tanto, o Scrum enquanto framework prevê a existência de papéis, eventos e artefatos, estabelecendo uma dinâmica entre eles.

Papéis

Os papéis são as tarefas desempenhadas por cada um dentro de um Time Scrum. Dentro de um Time Scrum existem os papéis do:

  • Product Owner – é o “dono do produto”. É a pessoa responsável por fazer com a equipe entregue o melhor produto possível, garantindo que todo Backlog (lista priorizada do que se deseja do produto) seja cumprido.
  • Time de Desenvolvimento –são times auto-organizados, compostos por desenvolvedores. São eles que, atuando de forma sinérgica, desenvolvem um produto. Não há hierarquia entre os componentes do Time de Desenvolvimento. O ônus e bônus do projeto são responsabilidades de todos. O ideal é que os times tenham mais de 3 e menos de 9 pessoas.
  • Scrum Master – é o profissional responsável por garantir que todos os envolvidos no desenvolvimento entendam e sigam as premissas do Scrum. Ele é ao mesmo tempo uma espécie de professor e de inspetor, que garante que tudo seja devidamente realizado dentro do framework Scrum.

Eventos

Os eventos são utilizados para criar uma dinâmica de funcionamento coerente e constante ao Time Scrum, sem a necessidade de reuniões não planejadas. Todos os eventos são time-boxed, ou seja, possuem uma delimitação temporal tanto para a sua ocorrência quanto para a sua conclusão.

Os eventos estão relacionados a um conceito maior, que é o de Sprint. 

Sprint – pode ser considerada o núcleo central do Scrum. Uma Sprint geralmente é uma etapa com prazo aproximado de um mês em que o Time Scrum deve entregar algo “pronto”, um produto que minimamente já possa ser utilizado. 

Uma Sprint, por sua vez, também é composta por diversos eventos. São eles:

  •  Reunião de Planejamento da Sprint;
  •  Reuniões diárias;
  •  Trabalho de desenvolvimento;
  •  Revisão da Sprint;
  •  Retrospectiva da Sprint;

Cada uma destas fases e tarefas dentro de uma Sprint servem para manter os membros do Time Scrum focados na entrega progressiva de resultados. Além do mais, diariamente mede-se o avanço da equipe, permitindo em tempo real adequar metas e revisar procedimentos.

Artefatos

Podem ser considerados como as informações-chave das quais tanto o Time Scrum quanto os desenvolvedores precisam estar cientes. Eles são voltados para a transparência, para que todos os envolvidos possam ver o que está sendo desenvolvido e, consequentemente, fazer as adaptações necessárias.

O conceito de artefatos subdivide-se em:

  • Backlog do Produto – é a lista de prioridades do produto, tudo o que ele precisa ter, como características, funções, melhorias e correções;
  • Backlog do Sprint – é a lista de prioridades para determinada Sprint, o que se deve buscar e priorizar em cada uma destas etapas. Com ela sempre é possível se realizar uma estimativa de quanto de trabalho falta para se completar cada objetivo da Sprint.
  • Incremento do Produto – é a soma do que já foi realizado durante a atual Sprint e as Sprints anteriores. Ou seja, é o quanto de trabalho previsto no Backlog do Produto já foi realizado e quanto o produto está próximo da condição de “Pronto” para ser utilizado.

A importância dos conceitos e da prática 

Como vimos, o Scrum preconiza um processo contínuo de desenvolvimento de produtos, que altera de maneira substancial a dinâmica das equipes e organizações, promovendo a transformação organizacional.

Fazer Scrum demanda, antes de mais nada, uma compreensão clara e precisa de seus conceitos e da maneira correta de aplicá-lo. Muitos afirmam adotar o Scrum, mas poucos de fato o fazem.

E o primeiro passo para dominar o Scrum é obter uma formação ampla e aprofundada. Cursos como o Certified Scrum Master e o Certified Scrum Product Owner são apenas alguns dos passos a serem trilhados nesta jornada rumo ao conhecimento.

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