Se assim como eu, você questiona os modelos tradicionais de educação e se você tem certeza que seus filhos viverão um mundo novo, esse post é para você. Vou comparar os benefícios de cursos sobre a nova economia, Agile e o novo modelo de gestão de pessoas Vs MBA em instituições tradicionais que ainda não se atualizaram.

Estamos no olho do furacão quando o assunto é transformação organizacional. A nova filosofia de gestão ágil é um caminho sem volta. Na contramão global, estão os cursos de graduação e MBA das instituições tradicionais e consagradas.

Não estou dizendo que você deveria desprezar a edução, digamos, clássica, para todas as ciências. Porém, principalmente para gestão de pessoas, fundamentos da administração, gestão de projetos e áreas de TI, as escolas tradicionais não estão acompanhando a revolução que está acontecendo.

Ainda ensinamos pessoas a criar desenhos organizacionais verticais – você sabia que no Brasil temos em média 8 níveis hierárquicos? – e a fazer gestão de projetos baseados em comando e controle. Não ensinamos modelos horizontais, mecanismos de empoderamento de times, gestão de projetos adaptativas e agéis e por aí vai.  

Não estou dizendo que devemos parar de estudar, pelo contrário. Devemos estudar mais porque o mercado está mais rápido e competitivo. Mas vamos estudar “o que” e “onde”?

Com o objetivo de ajudar os jovens talentos a se organizarem e tomar melhores decisões sobre suas carreiras, eu fiz esse post com 7 motivos para não fazer um MBA, que vão fazer você pensar duas vezes antes de fazer um MBA.

  1. Corpo docente formado em sua maioria por mestres e doutores;

Vamos lá! Alguém aqui duvida de que o mercado muda mais e mais ano após ano? Se para quem já está no mercado é difícil se manter atualizado, quem dirá para quem investe praticamente todo o tempo no mundo acadêmico.

Sim, mestres e doutores tem muito valor, mas eu acredito que a balança está desequilibrada. As diretorias de ensino das instituições registradas no MEC obrigam as coordenações a contratarem professores fixos apenas se eles tiverem tais títulos. Eu já vi isso ao vivo! Se pelo menos tivéssemos uma distribuição melhor entre professores que estão no mercado com os mestres e doutores teríamos mais troca. Um aprenderia com o outro e todos ganhariam.

O uso desses títulos foi um argumento de vendas usado no passado. Quando as instituições usavam esse atributo em suas campanhas publicitárias para angariar jovens para os vestibulares. Como esse é um mercado que pouco inovou nos últimos 10 anos, o mote continua e as políticas dessas universidades não promovem nenhuma mudança no status quo.

  1. Grade curricular com temas do século passado;

Eu não quero ser desrespeitoso, então não vou citar os nomes das instituições, mas eu preciso mostrar o que eles vendem/ensinam. Vamos ver o que uma clássica instituição “vende” na apresentação do seu curso de MBA em Gestão de Projetos:

massimus-MBA

Vamos analisar os 4 itens acima?

  • Gestão por meio de processos e outros recursos: nada ágil, hã? Na nova filosofia de gestão nos deveríamos estar orientados por “indivíduos e interações mais do que processos e ferramentas” não acha?
  • Gestor líder: não percebo aqui a máxima do mundo do ágil de hoje, onde preferimos líderes servidores. Aí quando eu olho o item 3 fico aterrorizado.
  • Controlar: em pleno século 21 estamos ensinando aqui o abominável Comando & Controle. Filosofia de gestão do século passado e baseada nos modelos hierárquicos falidos.
  • PMI: bem, é isso. Mindset ágil, scrum, Kanban, Xtreme Manufacturing, XP ou out is, conceitos não são colocados em primeiro nível na descrição do curso ou na grade.
  1. 40 mil reais equivalem a 7 certificações ou formações relevantes (mais um montão de livros);

40.000 reais é o valor aproximado de um curso de MBA na instituição acima. Outros MBA podem chegar até em 70.000 reais aqui em São Paulo. Será que vale a pena? Vamos fazer uma conta de quantos outros cursos você poderia fazer nesses valores tomando como base os 40k.

Com 40.000 reais você poderia fazer:

  • Digital Immersion Program – 9.700 na Digital House. São formações executivas em diversas áreas da transformação digital, por exemplo, marketing e RH.
  • Certified Agile Coach 7.000 na Massimus, onde você também se certifica como Leader Coach. Te dá uma visão holística sobre agilidade e transformação organizacional. .
  • Certified Scrum Master – 2.500 para ser certificado pela Scrum Alliance. Você terá a visão e ferramentas para implementar o scrum. Você também encontra na Massimus ou na K21.
  • Certified Product Owner – 2.500 para ser certificado pela Scrum Alliance. O papel do Product Owner é fundamental em um time ágil. Você aprenderá como executar e utilizar ferramenta para gestão de produtos no Scrum. Você também encontra na Massimus.
  • Management 3.0 – 2.000 na Adaptworks, por exemplo. Você precisa aprender as técnicas e o mindset da nova gestão. Vai te ajudar a desconstruir o modelo Comando e Controle do século passado.
  • Kanban Management Professional – 2.000 aproximadamente na Adaptworks. Kanban é incrível para gerenciar uma operação com alta demanda e onde o time box do Scrum não é viável.
  • Data Analytics – 12.700 para um curso na Digital House que te dará toda a formação para você trabalhar com grande volume de dados para tomar decisões.
  • E ainda é possível comprar aproximadamente 30 livros sobre os temas acima para complementar seus estudos. Ou fazer um monte de cursos de qualidade no Coursera, por exemplo.
  1. As 7 certificações ou cursos relevantes acima ainda expandem o seu networking aproximadamente 6 vezes mais do que um MBA;

Em uma boa turma de MBA você deverá criar 30 conexões com seus colegas de classe. E se cair em uma turma menos sênior pode ser que não queira desenvolver uma grande conexão com todos.

Participando dos cursos acima você terá aproximadamente 6x mais conexões, devido a média da turma. E ainda se destacar nas turmas e criar conexões também com os instrutores, que em geral são bem ativos nas comunidades de seus assuntos e são um network de muita qualidade.

É claro, escolha bem a escola, os professores e seja exigente com a turma. Afinal, são os alunos que elevam a barra de qualidade.

  1. As profissões ensinadas em MBA não irão existir em 10 ou 15 anos;

Com certeza você já leu inúmeros artigos sobre profissões que irão deixar de existir devido a automação. Pois é, a lista não é pequena não. Por exemplo, Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, da Universidade de Oxford, estudaram cerca de 700 profissões e suas chances de automação. Pasmem, segundo eles, metade das ocupações deixarão de existir na União Europeia em aproximadamente 20 anos. A lista conta com carreiras de Juristas, Contadores, Arquitetos, Estatísticos e até alguns tipos de professores. Confira o estudo aqui!

Não veremos transformações só pela automação. Outras profissões se reinventarão. Falamos ali em cima sobre liderança servidora ou auto-organização de equipes mais do que comando e controle, por exemplo. Você tem dúvidas de que a filosofia de gestão ágil será predominante nas corporações e startups em um futuro próximo? Os Millennials são muito mais empreendedores. Já imaginou não proporcionar uma estrutura organizacional que não permita empreendedorismo interno e auto-organização? Eles também precisam de propósito. Já pensou como isso impacta a sua estrutura de metas? Veja esse artigo da Michel Page.

Nossos cursos de formação superior e MBAs não estão preparados para essas transformações.

  1. Quando você terminar de pagar o MBA já terão sido lançadas 2 novas versões de iPhone – ou de um novo Sx da Samsung;

Você deve ter achado esse tema estranho, mas pense comigo profundamente. A tecnologia muda a vida das pessoas em uma velocidade nunca antes vista. Todos os anos vemos evoluções tecnológicas que mudam mercados e sociedades mundo a fora. Resumindo, a cada nova versão de um novo smartphone o mundo avança em inovação e o seu curso de MBA fica cada vez mais desatualizado.

O mundo todo vai mudar bem na sua frente nós próximos dois anos. E você estará pagando os R$ 1.000 e poucos reais todos os meses.

  1. Você paga para ter um “título”, que tem cada vez menos valor;

IBM, Apple e Google são só alguns exemplos de gigantes que não exigem diplomas universitários para contratar. Em uma matéria* da Olhar Digital de agosto do ano passado podemos ver que 15% dos novos contratados na IBM nos EUA não tem ensino superior. No mesmo texto, Maggie Stillwell, responsável por recrutamento na gigante Ernst & Young, “qualificações acadêmicas ainda são levadas em consideração e continuam um ponto importante na avaliação de um candidato, mas não são mais uma barreira para colocar o pé para dentro da porta”.

Aqui no Brasil, empresas como a Movile e Nubank também não tem essa exigência**. Essa é uma tendência. Nossas instituições tradicionais não acompanham o desenrolar do mercado. Se cada vez mais não teremos alunos nos cursos universitários, qual será o futuro dos cursos de pós-graduação, como o MBA?

Agora, se você já passou por todos os cursos acima, indico fazer o seu MBA. E ajude a elevar a barra da turma em que você estiver. QUASE TODOS os meus amigos que iniciaram um MBA presencial nos últimos anos abandonaram o curso ou terminaram SÓ PARA TER O TAL SELO de um MBA no currículo. Triste, né?!

Conclusão

Não sou contra o MBA. Acredito que a nossa barra está baixa, que as grades são ultrapassadas e que muitos professores precisam se renovar. Há uma revolução a caminho, assim como vemos na indústria de mídia e logística/transporte, por exemplo. Isso também vai acontecer com a educação.

Não tenho dúvidas que minha filha viverá um mundo diferente no que diz respeito a cursos superiores. Que bom! Tomara que a próxima geração supere a nossa e que as empresas do futuro sejam mais humanas, horizontais e baseadas em tecnologia de ponta. Afinal, é por isso que me tornei Agile Coach. Para que minha filha não precise trabalhar nas empresas que eu me deparei durante toda a carreira.

Se você tem uma experiência diferente, por favor, compartilhe aqui nos comentários. Vamos tornar essa discussão uma troca de ideias rica e interessante.

Quer conferir outros artigos? Confira no blog da Massimus!

*Fonte: https://olhardigital.com.br/pro/noticia/por-que-apple-e-google-nao-exigem-mais-diploma-universitario-para-contratar/78144

**Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2018/10/empresas-brasileiras-dispensam-o-diploma-na-hora-de-contratar.html

Artigo de Sara Alvez, Agile Coach da Massimus

Auto intitular-se “agilista” soa tão moderno como:  ser campeão olímpico, um campeão do UFC ou uma celebridade, mas o que realmente significa ser ágil?

Quando o conceito aterrissou em terras brasileiras, muitos interpretaram que estávamos livres de toda e qualquer documentação, o fim oficial da burocracia na TI! Entretanto, nos transformamos na documentação da aplicação, para toda vida. É possível argumentar que código também é documento. Fato, mas em que mundo paralelo temos tempo de analisar ou reaproveitar o nosso próprio código ou o de outro desenvolvedor com eficiência?  Não confie em sua memória, ela sempre falha.

Muitos refutaram as metodologias ágeis, alardeando que até os mínimos detalhes deveriam ser registrados em forma de documentação. Uma tonelada de papeis é extremamente cara, não roda como código, não é prática para consultar quando enfrentamos bugs em produção, não produz entrega de valor ao seus stakeholders. Entendimento do problema é só meia entrega, se é que isso existe.

Árduos defensores do SCRUM alegam que temos os backlogs, os gráficos de burndown e as cerimônias. Todas essas ferramentas não o transformam em um experiente “agilista” por milagre ou mágica. Há quem diga que, com essas ferramentas, temos gestão a vista, gerando transparência, portanto somos capazes de prever todas as incertezas do projeto. Talvez, mas as incertezas que ignoramos ou desconhecemos sempre nos surpreendem ou nos aterrorizam.

Dizem que só há duas certezas na vida: a morte e os impostos. Durante os jogos olímpicos foram adicionadas mais duas: Michael Phelps e Usain Bolt. Ambos aposentaram se. Não confie em seu ego, ele sempre falha.

Gosto muito de uma citação de Wyatt Earp[1]: “Fast is fine, but accuracy is everything. In a gun fight… You need to take your time in a hurry.”. Em uma tradução livre – Rápido é bom, mas exatidão é tudo. Num tiroteio …se está com pressa, vá devagar.

Temos nossas ferramentas e realizamos nossas cerimônias. Em analogia a frase de Earp, identificamos a arma e o tipo de munição adequados. Porém, também é igualmente importante conhecer outras condições para acertar o alvo. Precisamos conhecer as necessidades e desejos dos clientes, resolver o que impede a produção do time, estabelecer harmonia entre clientes e times – nem sempre falam a mesma língua, negociar e resolver conflitos a tempo e de modo satisfatório. Tudo isso é exatidão.

Há muitas interpretações e tropicalizações dos métodos Ágeis. Adaptar artefatos ao SCRUM, que atendem as necessidades dos stakeholders, não é um mal em si. Entretanto, exatidão também consiste em evitar o que largamente é praticado pelo mercado e que permite abrigar grandes distorções – SCRUM BUT. Tal adaptação gera um modelo híbrido confuso e ineficiente, unindo debaixo do mesmo teto modelos essencialmente divergentes: Cascata e Iterativo.  Pagamos caro e com consequências nefastas: Apagando fogo em Produção ou Perdido na Documentação.

[1] Wyatt Berry Stapp Earp (19/05/1848 – 13/01/ 1929) foi um jogador no Velho Oeste Americano, xerife do condado Pima e delegado adjunto da cidade Tombstone, Arizona.

Segundo Nassin Taleb, um Cisne Negro é um evento raro, exerce um impacto extremo e só conseguimos desenvolver explicações após sua ocorrência, tornando-o explicável e previsível.
São alguns exemplos de Cisne Negro: o ataque de 11 de setembro às torres gêmeas em Nova York, o estouro da bolha do subprime nos Estado Unidos em 2008 e a recente queda do preço dos comodities, como por exemplo, a queda do preço do barril do petróleo, um dos fatores de que exerceu um grande impacto em nossa economia. Sim, estamos diante da imprevisibilidade.

Como os Cisnes Negros afetam os projetos da TI? Estamos blindados em relação a tais eventos ou qual a nossa resiliência quando ocorrem?
Proponho a análise de alguns eventos comuns e previsíveis, mas que são ignorados na análise de riscos do projeto, apresentando um turbilhão de justificativas após a sua ocorrência.
Quantos projetos foram entregues dentro do prazo, sem ultrapassar o orçamento, atendendo as necessidades dos clientes? Qual a nossa assertividade na sagrada relação Prazo x Custo x Escopo?
Qual a distorção em outra relação, Planejado x Realizado?

Tais indicadores assombram gestores de projeto, o time de desenvolvimento, os solicitantes e os patrocinadores. Mas, é mesmo possível planejar com exatidão os projetos de TI que durarão acima um ano?
Apoiamos o exercício de nossas previsões na analogia com projetos da construção civil. Justificamos a utilização dos mesmos paradigmas, mas até que ponto consideramos a natureza distinta entre eles? Na construção civil, estamos prevendo e planejando resultados de um produto tangível e mesmo assim, tais projetos não estão imunes aos Cisnes Negros.
Durante o planejamento de um projeto de TI, a fim de entregarmos um “cronograma” que deixará nosso indicador verde no escritório de projetos, chutamos prazos, adicionamos alguma gordura ou adotamos um percentual de gordura institucionalizada, como se pudéssemos minimizar incertezas. Entretanto, concluído o cronograma, observamos sua transformação em clausula pétrea ou dogma. É inadmissível e imperdoável alterá-lo. Admitir atrasos, mais custos ou corte do escopo? Não!!!! Muitas metas serão comprometidas ao ousarmos tanto. Como o pecado original, esta é a gênesis das frustrações, noites em claro e cancelamentos dos projetos de TI.
Quantos sistemas são construídos, raramente utilizados ou até esquecidos, ocupando espaço nos servidores? Quantos outros, obsoletos na entrega, perderam o time to market das organizações? Considere também a adoção de critérios dúbios, para corte de escopo, quando o projeto se arrasta em atrasos.
Assim como no mercado financeiro, nós simplesmente não podemos prever.
“Acho escandaloso que, apesar do histórico empírico, continuemos a projetar o futuro como se fôssemos bons nisso, usando ferramentas e métodos que excluem eventos raros. Previsões são firmemente institucionalizadas em nosso mundo.
Temos uma queda por aqueles que nos ajudam a navegar pela incerteza, sejam eles adivinhos, acadêmicos (chatos) “bem-publicados” ou servidores civis utilizando matemática fajuta.” [Taleb]

O coaching e os treinamentos da Massimus são dedicados a boas prática do SCRUM.

O SCRUM nos permite planejar de forma iterativa, quebrando o paradigma do modelo cascata para o desenvolvimento de software; mantém o foco do time e dos stakeholders no produto a ser construído – pensamos o produto muito cedo.
Um dos fatores de sucesso em projetos que adotam o SCRUM é importante que o PO – Product Owner esteja comprometido com o projeto e com produto. Não basta criar uma lista de users stories – muitos Backlogs me surpreenderam com a ousadia de chamar aquilo de user story – sortear a ordem de priorização e estabelecer números aleatórios para o tamanho das mesmas. Esta é a fórmula certa para sermos atingidos por qualquer imprevisto e totalmente abatidos por Cisnes Negros.
Um Backlog estruturado e bem administrado é fundamental. As principais características que o qualificam como bem estruturado são: user estories que entregam valor aos stakehoders; priorização e tamanho das users stories realistas.
Durante as cerimônias de planejamento, atribuímos prioridade alta para as users stories com valor para o cliente, mas não podemos colocar no início do Backlog users stories carregadas de incertezas técnicas e/ou de negócio, já vi isto também.
Backlog estruturado e bem administrado nos permite encontrar o MPV – Minimum Viable Product, em português, o Produto Mínimo Viável.

Não podemos prever, mas o SCRUM possui ferramentas para mitigarmos incertezas e a Massimus pode e vai ajudá-lo nessa empreitada.

Sara Alves é Agile Coach da Massimus.

Taleb, Nassin Nicholas, 2007, A Lógica do Cisne Negro o impacto do altamente improvável, BestSeller, Rio de Janeiro.
Picheler, Roman, 2010, Agile Product Management with SCRUM, Addison-Wesley, Canada

Nada mais comum, ao chegar em casa azul de fome, e diante da preguiça ou outro motivo, simplesmente
apelamos para o bom e velho miojo. Por quê? Porque é rápido e mata a fome.

Aí preparamos em 5 minutinhos o nosso macarrão instantâneo. Nossa, que delícia!
E 4 minutos depois, já comemos tudo! Agora estamos alimentados, podemos tocar a vida.
Primeiramente, nada contra o miojo, ele resolve o problema da fome naquele momento num curto intervalo de tempo.

Agora, ele é um alimento nutritivo?
Se você puder comer uma boa macarronada suculenta, você escolheria ele?
Você está sempre com pressa? Vixi, seu problema aqui é gestão do tempo.
Quando quer algo mais saboroso, nutritivo, você encaixará uma salada, uma proteína, um suco natural…
E este preparo requer dinheiro, tempo e mão na massa. E, ao final, você terá uma ótima refeição, com QUALIDADE.

Este é o ponto que chamo atenção: Agile não está ligado à pressa, correria, afobação…

O Agile não abre mão da refeição saborosa, e isto requer investimento. Sim, a vida é cruel, as vezes somos obrigados a fazer um macarrão em 3 minutos para matar a fome.

Agile prima pela qualidade, sabor, prazer e entrega de resultado nutritivo.

Então, onde esta a agilidade do Agile? Na resposta à mudanças, ciclo curto de feedback, colaboração intensa…

Quer aprender a cozinhar no estilo Agile? Que tal um mestre cuca internacional?
Que te mostra os ingredientes…
Que te ensina a usar os temperos…
Que já percorreu muitas cozinhas por aí…
Preparou muitos pratos…
Que entende a cultura de cada cozinha…

Venha pra Massimus e conheça nosso mestre cuca – Heitor Roriz

Invista em qualidade!

Como mudar o pensamento das pessoas para depois instituir o método ágil?

Recebemos o seguinte comentário de um usuário em nosso blog: “Desenvolvemos todas as nossas atividades (desenvolvimento softwares) aqui na empresa, utilizando o método Srum há pelo menos dois anos. O que pude perceber em todo este período foi a dificuldade em implantarmos o método em sua plenitude, todo o processo está baseado apenas ao Kanban, apesar de adotarmos todas as cerimônias estabelecidas no Scrum. Isto ocorre por diversas razões, exigência de documentação, cultura dos colaboradores, por estarem habituados aos métodos antigos, o próprio cliente não entender seu papel. Como mudar o pensamento das pessoas para depois instituir o método ágil?”

A adoção de métodos ágeis requer a quebra de paradigmas e a mudança do mindset dentro de toda a organização. Falamos para um público heterogêneo, com interesses e metas dirigidos por objetivos e políticas divergentes, até mesmo conflitantes. Portanto, o discurso precisa ser diferenciado para as abordagens top down e a bottom up.

Abordagem Bottom up
Ao adotarmos a abordagem bottom up devemos considerar a capacitação dos membros das equipes em métodos ágeis, quebrando os mitos relacionados ao SCRUM.
O cliente faz parte do projeto e seu envolvimento se dará a partir de sua capacitação como PO.
Os métodos antigos carregam um viés burocrático que, em últimas consequências, comprometem o escopo, prazo, custo e qualidade do que é promovido ao ambiente em produção.
As User Stories, consolidadas no backlog, formam sólida documentação, acomodando as inevitáveis mudanças de modo eficiente. O backlog deve ser vivo. Também precisamos considerar a adoção de ferramentas para a manutenção das users stories, como por exemplo, uma simples planilha Excel. Deste modo, geramos evidências para atender as exigências de compliance.
O conflito entre a gestão tradicional de projetos e a gestão ágil se acentua quando construímos uma EAP (Estrutura Analítica do Projeto) com base no modelo de desenvolvimento cascata, onde as entregas estão intrinsecamente associadas as disciplinas da engenharia de software: Requisitos; Análise; Codificação; Testes e Implantação.
Uma EAP eficiente dever refletir os entregáveis, ou seja, precisamos construí-la apresentando releases e as funcionalidades associadas as mesmas.

Abordagem Top down
A abordagem top down é destinada aos gestores da organização, os que liberam os recursos financeiros para o desenvolvimento do projeto. A criação de indicadores que reflitam o retorno do investimento, redução de custos, redução de bugs são eficientes para organizações onde a área de TI é estratégica.
Por fim, é fundamental conquistar um sponsor entre os gestores da organização. Uma vez conquistado, esse gestor viabilizará e consolidará a utilização de métodos ágeis nos projetos da organização.

Sara Alves
Product Owner
Massimus C&T

Pensando em cometer um crime contra o Scrum Guide? Cuidado! Temos um Juiz implacável: Heitor Roriz.

Segue abaixo crimes cometidos contra o Scrum, em claro desrespeito à nossa Constituição Federal: Scrum Guide 2016.
ACUSAÇÃO: NÃO FAZER DAILY

Réu: João Carlos – Scrum Master – Autor: XYZ Enterprise
Defesa: Não é necessária e toma muito tempo do time, pois passa de 1 hora.
Condenação: Sentencio o réu a fazer daily, cumprindo o timebox de 15 minutos para comunicação do time e identificação de impedimentos.
P.R.I.C.
SÃO PAULO, Outubro de 2016
Juiz do Scrum Guide

ACUSAÇÃO: BAIXA DISPONIBILIDADE PARA O DEV TEAM

REQUISITOS NÃO DETALHADOS

Ré: Maria Antonieta – Product Owner – Autora: Porcaria S/A Construções
Defesa: Não tem tempo para tirar dúvidas do time, está muito ocupada com a implantação do ERP(Excel) e as estórias estão detalhadas, exemplo: Cadastro de Torres
Condenação: Sentencio a ré a passar 2 horas diárias com o Dev Team, e participar de um Workshop de Escrita de Estórias de Usuário
P.R.I.C.
SÃO PAULO, Outubro de 2016
Juiz do Scrum Guide

ACUSAÇÃO: NÃO PRIORIZAÇÃO DO PRODUCT BACKLOG
Ré: Maria Antonieta – Product Owner – Autora: Porcaria S/A Construções
Defesa: Os stakeholders não chegam num consenso, dificultando o trabalho do PO, e o diretor é quem manda no Backlog
Condenação: Sentencio a ré a ler o Scrum Guide durante 60 dias, a fazer trabalho voluntário de apoio ao Dev Time. Como criminosa reincidente, dobro a pena.
P.R.I.C.
SÃO PAULO, Outubro de 2016
Juiz do Scrum Guide

ACUSAÇÃO: SIMULAÇÃO DE RETROSPECTIVA
Réu: Eduardo Galo – Scrum Master – Autor: AgileTudo Inc
Defesa: A Retrospectiva é efetuada ao final da Sprint, como manda a lei, todos falam, anotamos tudo e as melhorias demandam botar a mão no bolso.
Condenação: Sentencio o réu a assistir a Retrospectiva do Faustão durante 5 anos, a fazer um curso de priorização e a realizar imediatamente os itens de melhorias sugeridos através da retrospectiva.
P.R.I.C.
SÃO PAULO, Outubro de 2016
Juiz do Scrum Guide

Em tempo, PRIC quer dizer:
P- PUBLIQUE-SE!!!
R- REGISTRE-SE!!!
I- INTIMEM-SE!!!
C- CUMPRA-SE!!!

Artigo de Fernandes – Facilitador Agile
Certified Scrum Master – Scrum Alliance
Certfield Scrum Product Owner – Scrum Alliance
Agile Certified Professional – IC Agile
Scrum Master Accredited Certification – Scrum Institute
Kanban Management Professional – Lean Kanban University

blog: canaldevbr.wordpress.com
Twitter: @canaldevbrAgile

As Bruxas do Agile

Hoje é dia das Bruxas! Então, nada mais normal do que vê-las soltas por aí…
Tentando aterrorizar o mundo corporativo!

-GP com medo de perder o papel para o Scrum Master.
O trabalho do GP continuará existindo, por exemplo, no tocante a custos, controle do planejamento em conjunto com o PO e apoiando na comunicação. Somatória de esforços, meu amigo GP.  Não confundir gerenciamento de projetos com o papel de GP.

-Medo de Agile ferir a governança
A equipe Agile fará seu trabalho de execução, estimativas e divisão das histórias de usuários em tamanho menores. Os artefatos Agile gerados, devem ser compilados para o modelo de governança. Sendo assim, precisamos de um profissional para fazer esta tarefa.

-Gestor com medo da auto-organização do time
O time será focado em atingir a meta do Sprint, não medindo esforços para isso. Então a auto-organização tem como centro: uma meta a ser cumprida. O trabalho será realizado, fique tranquilo gestor. E lembre-se: a autoridade é sempre presenteada, nunca roubada.
-Gestor com medo da bagunça generalizada

No Scrum, cada papel tem suas responsabilidades:
– Scrum Master cuidando das pessoas e dos processos
– Product Owner, cuidando dos releases, priorização e Gerenciamento dos Stakeholders
– Dev Team, fazendo e realizando micro gestão das tarefas.

Todos fazem gestão, ou seja, tudo muito claro
Estes medos citados, são apenas alguns, existem outros pavores.
O mundo Agile está focado em produzir resultados, somente isso já espanta muitas bruxas.
E viva o Halloween!

Post convidado por Fernandes – Facilitador Agile
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Certfield Scrum Product Owner – Scrum Alliance
Agile Certified Professional – IC Agile
Scrum Master Accredited Certification – Scrum Institute
Kanban Management Professional – Lean Kanban University
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Agile – O Resgate da Energia no Trabalho

Temos uma variedade enorme de empresas e ambientes de trabalho,  com seus conceitos, verdades e estruturas. Porém muitos destes apresentam velhos problemas:

– Comunicação ineficaz

– Distância do cliente

– Ausência de colaboração

– Grupo desmotivado

Não existe fórmula mágica, mas o primeiro passo é ter consciência do problema. E depois? Tentar um caminho diferente.

Qual caminho ? Um deles é o Agile.

A filosofia Agile reúne conceitos e práticas no dia a dia de trabalho, durante a execução do projeto, marcado por reuniões e outros eventos recorrentes, que dão a sensação de continuidade, onde ao realizá-las você traz uma comunicação mais efetiva, um envolvimento maior por parte do cliente, um envolvimento na definição, refinamento e estimativa por parte de todos os envolvidos do Dev Team provocando assim um maior comprometimento e consequentemente uma maior colaboração entre os membros do time e uma atuação forte da liderança facilitadora com responsabilidade do Scrum Master para criar um ambiente produtivo e funcional com foco em gerar um ambiente com indivíduos motivados.

A questão da comunicação é melhorada, através do diálogo rápido e cotidiano com objetivo de sintonizar todos os envolvidos.

Quanto à distância do cliente, simples, nós incorporamos ele no processo, ou seja, passa a fazer parte, priorizar, acompanhar, sugerir e fornecer feedback. Feedback é vida.

A ausência de colaboração, nós deixamos claro que é essencial, primordial e que promove resultados. Colaboração é a nova queridinha das empresas inteligentes.

E o grupo desmotivado? Primeiro, tentamos convertê-lo em time (com um objetivo comum), dizemos a meta (plantamos o desafio) e apoiamos para que alcancem os resultados. Neste contexto, o desafio pode ajudar a motivar pessoas, desde que a liderança contribua.

A motivação  é responsabilidade direta da liderança, vem em conhecer bem e cada vez melhor cada integrante do seu time, saber o que motiva cada membro do seu time, avaliar possibilidades para implementar algumas dessas melhoras para o time, mantendo o time blindado quando interferências e riscos de projeto!

Fornecer estas condições promove uma injeção de ânimo no time. Também nos preocupamos em disseminar a colaboração, cordialidade e respeito para todos.

A filosofia Agile tem sim esta característica de RESGATE. Ela lhe estende as mãos. Apenas faça o mesmo.

Agile é vida nova!

Artigo de Fernandes (Facilitador Agile da SPH) e Fabiano Milani (Agile Coach da Massimus C&T)

Requisitos de Software, perfeitos!

João Bom de Requisitos de Souza é diretor comercial de uma empresa de medicamentos, e contratou uma fábrica de software, para fazer um aplicativo para os vendedores externos.

Segue abaixo a descrição do aplicativo, encaminhada à fábrica de software:

“Precisamos de um aplicativo para que os vendedores possam efetuar pedidos no smartphone, consultar a ficha cadastral do cliente e verificar pedidos a serem entregues.

Seria bom também, se pudéssemos fazer os pedidos off-line e depois integrar com o SAP”.

A fábrica contratada tomou as seguintes providências, após receber a solicitação:

– Agendou uma reunião com o diretor João, tirou as dúvidas

– Discutiu com o seu departamento de requisitos e os Devs

– Validaram as ideias com o João

– Elaboraram o orçamento

– João aprovou os custos/prazos

– A fábrica criou o aplicativo

– Agendou uma reunião com João para demonstrar e entregar o aplicativo.

Durante a reunião, João ficou muito surpreso, pois o aplicativo tinha diversas coisas que ele não havia pedido inicialmente:

Alguns comentários de João:

“Nossa! Vocês fizeram a opção de desconto para os clientes com milhagem”

“Que tela bacana este dashboard, não tinha pensado nisso, mas ficou ótimo”

“Ah, esta opção de pagar o pedido na hora via maquininha de cartão também ficou excelente”

“Olha que coisa! Funciona também sem bateria e debaixo d’água”

“Puxa, realmente vocês me surpreenderam, criaram muito mais do que esperávamos. Parabéns! Ficou perfeito o aplicativo”

Ah, nós da fábrica de software (REQUISITOS DO FUTURO), ficamos felizes que o senhor tenha gostado do produto, mas sempre fazemos isso: impactamos o cliente, entregamos no prazo e fornecemos mais itens do que o inicialmente previsto, afinal, temos um método de análise de requisitos excepcional: chama-se PREMONIÇÃO.

Este método, nos permite adivinhar com precisão milimétrica o que o cliente realmente quer. É imbatível!

Se você trabalha na fábrica de software REQUISITOS DO FUTURO, sorte sua, pois consegue adivinhar. Agora, se você é um mero mortal, terá que usar outras ferramentas para identificação e detalhamento de requisitos. E estas ferramentas podem ser a aplicação do mindset Agile.

Fernandes – Facilitador Agile e Colunista Massimus
Certified Scrum Master – Scrum Alliance
Certfield Scrum Product Owner – Scrum Alliance
Agile Certified Professional – IC Agile
Scrum Master Accredited Certification – Scrum Institute
Kanban Management Professional – Lean Kanban University
Blog: canaldevbr.wordpress.com
Twitter: @canaldevbrAgile

Projetos Ágeis – Proclamação do novo regime

Entre a ruptura do regime vigente e a chegada do novo regime, um histórico de fatos de ambos os lados se sucedem de maneira intensa.

Esta batalha tem extremistas de ambos os lados, cada qual com suas razões e verdades.

Seria o modelo vigente tão ruim assim? Apenas defeitos? Problemas? Estaria de fato desgastado?

E o modelo novo? O senhor certinho? Infalível? Regado a entusiasmo? Salvaria tudo e todos?

As dúvidas são muitas… Mas diante da iminência de um novo regime, por que não pensar diferente?

Por que não mudar o Mindset em pleno 15 de Novembro de 1889… ops, Fevereiro de 2001?

Assim como a nossa proclamação da República, o Manifesto Ágil foi um divisor de águas. Um novo olhar é necessário de agora em diante.

E a monarquia? Ops, Gestão Clássica? Diferentemente da história do Brasil, continua sendo uma opção válida.

O que diriam os mais visionários? Por que não juntar monarquia + república? Heresia? Claro que não!

Enquanto isso, nesta 3a feira, feriado da Proclamação da República, 15/11, vale lembrar do Manifesto Ágil como uma tentativa de adotar medidas diferentes, para resolver velhos problemas.

Esta tentativa tem produzido bons resultados e boas discussões,  jogam luz no verdadeiro problema: como entregar projetos para impactar nosso cliente.

Não percamos tempo com Reis ou Presidentes, vamos trabalhar de maneira colaborativa e produzir resultados.

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Fernandes – Facilitador Agile e Colunista Massimus