O avanço das tecnologias e a alta competitividade do mercado exigem cada vez mais competência e agilidade dos desenvolvedores – e todos nós sabemos que isso não é fácil. Reunir um time empenhado em cumprir as metas no prazo, delegar tarefas para um líder da equipe e conseguir mapear erros e acertos em tempo real é a grande obsessão das empresas que trabalham com desenvolvimento de software ou outras áreas que pedem a aliança entre capital intelectual e recursos tecnológicos

É nessa hora que muita gente ouve falar do Scrum – um método Agile que revoluciona os procedimentos das corporações para conseguir tudo isso – metas, prazos, empenho da equipe e entrega de produtos com rapidez e autonomia de execução. Mas, afinal de contas, como implementar o Scrum dentro da sua lógica de trabalho? É o que pretendemos esclarecer nesta matéria.

Vamos por partes para implementar o Scrum

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que uma mudança de procedimentos não pode ser feita do dia para a noite, por uma série de questões. A primeira delas tem a ver com a natureza humana, que tende à acomodação.

Se você implementar um processo novo que mexa com todas as etapas do desenvolvimento, da criação à execução, possivelmente não terá bons resultados e poderá comprometer toda a rede. Por isso, sugerimos que o Scrum seja adotado para projetos específicos, enquanto os demais seguem utilizando o padrão de trabalho que o grupo já conhece. Aos poucos, os times vão naturalmente pavimentar o novo caminho.

Já mostramos por aqui em vários posts a revolução que o Scrum promete – e o melhor, cumpre. Em linhas gerais, podemos resumi-lo como um procedimental ágil, flexível, composto por uma distribuição de tarefas avaliadas diariamente, cujo resultado é a entrega de um produto testado e utilizável, em tempo recorde. No caso do software, pode ser uma sequência de versões, todas autônomas, até que o conteúdo definitivo seja entregue.

A primeira mudança deverá ser no ambiente de trabalho. O time Scrum, que deve ser composto preferencialmente por até onze pessoas, deve trabalhar próximo ou com garantias de conexão para reuniões. Esses encontros (Daily Scrum), como o nome sugere, são diários e rápidos – o ideal é que todos fiquem de pé, para evitar digressões.

O Product Owner é o cabeça do projeto: ele é o responsável por definir a ordem dos processos, com quais recursos e competências. Se você se interessou por essa função, a Massimus oferece treinamentos específicos para o Product Owner, dê uma olhada aqui.

Recentemente, abordamos também o papel do Scrum Master – um líder atento que não exerce papel gerencial, mas sim de intermediação de interesses e solução de problemas. Trata-se de um coach, que precisa reunir o domínio de todo o estágio – que como você sabe, chamamos de sprint. Cada sprint deve durar no máximo um mês.

Etapas de projeto

Com as funções definidas, é hora de iniciar o projeto. Para isso, todas as etapas comporão um grande mapa conceitual, conhecido por Product Backlog. O mais legal deste prospecto é que ele nos apresentará o que deve ser feito com prioridade, a fim de garantir a agilidade necessária à criação.

É normal que o time precise de vários sprints para dar conta do Product Backlog – então é por isso que é necessária a divisão de trabalho em subconjuntos. Isso tudo fica mais claro quando o grupo usa um quadro ou uma lousa com todos os apontamentos. Se na sua estação de trabalho isso já é feito, meio caminho andado! E, é claro, existem muitos aplicativos que ajudam na organização e na divisão de trabalhos – mais adiante falaremos deles.

Como você viu, quase todas as funções desempenhadas no Scrum exigem senso de liderança – o que envolve algum feeling pessoal, mas também muita qualificação. Entre os dias 8 e 9 de outubro, a Massimus promoverá um treinamento de alto desempenho chamado Management 3.0, voltado para profissionais que pretendem se tornar líderes inspiradores. Dê uma olhada na programação!

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