Paradigmas que o gerentes de projetos devem quebrar na adoção do mindset agile.

Recebemos o seguinte comentário de um usuário em nosso blog: “Desenvolvemos todas as nossas atividades (desenvolvimento softwares) aqui na empresa, utilizando o método Srum há pelo menos dois anos. O que pude perceber em todo este período foi a dificuldade em implantarmos o método em sua plenitude, todo o processo está baseado apenas ao Kanban, apesar de adotarmos todas as cerimônias estabelecidas no Scrum. Isto ocorre por diversas razões, exigência de documentação, cultura dos colaboradores, por estarem habituados aos métodos antigos, o próprio cliente não entender seu papel. Como mudar o pensamento das pessoas para depois instituir o método ágil?”

A adoção de métodos ágeis requer a quebra de paradigmas e a mudança do mindset dentro de toda a organização. Falamos para um público heterogêneo, com interesses e metas dirigidos por objetivos e políticas divergentes, até mesmo conflitantes. Portanto, o discurso precisa ser diferenciado para as abordagens top down e a bottom up.

Abordagem Bottom up
Ao adotarmos a abordagem bottom up devemos considerar a capacitação dos membros das equipes em métodos ágeis, quebrando os mitos relacionados ao SCRUM.
O cliente faz parte do projeto e seu envolvimento se dará a partir de sua capacitação como PO.
Os métodos antigos carregam um viés burocrático que, em últimas consequências, comprometem o escopo, prazo, custo e qualidade do que é promovido ao ambiente em produção.
As User Stories, consolidadas no backlog, formam sólida documentação, acomodando as inevitáveis mudanças de modo eficiente. O backlog deve ser vivo. Também precisamos considerar a adoção de ferramentas para a manutenção das users stories, como por exemplo, uma simples planilha Excel. Deste modo, geramos evidências para atender as exigências de compliance.
O conflito entre a gestão tradicional de projetos e a gestão ágil se acentua quando construímos uma EAP (Estrutura Analítica do Projeto) com base no modelo de desenvolvimento cascata, onde as entregas estão intrinsecamente associadas as disciplinas da engenharia de software: Requisitos; Análise; Codificação; Testes e Implantação.
Uma EAP eficiente dever refletir os entregáveis, ou seja, precisamos construí-la apresentando releases e as funcionalidades associadas as mesmas.

Abordagem Top down
A abordagem top down é destinada aos gestores da organização, os que liberam os recursos financeiros para o desenvolvimento do projeto. A criação de indicadores que reflitam o retorno do investimento, redução de custos, redução de bugs são eficientes para organizações onde a área de TI é estratégica.
Por fim, é fundamental conquistar um sponsor entre os gestores da organização. Uma vez conquistado, esse gestor viabilizará e consolidará a utilização de métodos ágeis nos projetos da organização.

Sara Alves
Product Owner
Massimus C&T